Quando John estacionou, estávamos ouvindo Crazy do Aerosmith.
- Chegamos -falou, suspirando.
Saímos do carro e, Lily-Rose e Jack, que só haviam visto a casa por uma foto tirada com o meu celular, se entre-olharam e abriram a boca, olhando para nós dois.
- Isso é um "adorei" ou um "vamos embora"? -John olhou para o Jack.
- É um adorei, essa casa é enorme! -respondeu correndo na nossa frente e parando na beira do lago.
Tínhamos comprado uma casa nova, longe da cidade ou da mídia, um lugar onde teríamos paz. Era uma casa de dois andares com uma varanda coberta enorme ao lado de um lago e que não tinha vizinhos ou qualquer construção por perto: apenas árvores de todo tipo em todo lugar.
Entramos e começamos a abrir a casa para deixar o sol entrar. Esta tinha dois quartos, uma suite, um banheiro, cozinha, sala de estar, sala de jantar, lavanderia e escritório. Estávamos cansados da viagem mas precisávamos limpar tudo: varrer, deixar tudo ajeitado, colocar os móveis no lugar...
Com a ajuda de Lily e Jack terminamos em algumas horas e depois de levar nossas coisas para dentro, perto das 15 horas, já estávamos no jardim de trás da casa sentados conversando.
Logo as crianças levaram suas coisas para dentro e começaram a discutir sobre quem ficaria com qual quarto. Com o fim da discussão, Lily ficou com um quarto do lado do nosso, que tinha uma sacada (assim como os outros dois quartos), era um pouco maior do que o do Jack (o argumento usado foi o de que ela havia nascido primeiro) e tinha sido pintado de amarelo, apesar da tinta estar começando a descascar, algo que iriamos resolver quando tívessemos tempo.
No dia anterior, John havia cuidado da questão dos móveis, mandando todos para a casa e pedindo que fossem montados e tudo mais. Então a unica preocupação agora era colocar nossas coisas, como por exemplo as roupas, no lugar.
Jack se contentou com o quarto azul com uma sacada que dava vista para a floresta atrás da casa que, para sua felicidade, era maior do que o seu antigo. Passou horas colocando suas coisas de volta no lugar.
Ainda não tinha muito o que fazer com a cozinha virada numa bagunça e com pouca comida; Então fiz uma macarronada bem simples e um pouco de salada para o jantar.
Mais tarde, depois do jantar e depois de eu ter lavado a louça, Jack foi para o quarto e Lily foi para o banho. John havia sumido há alguns minutos e o encontrei deitado na rede na varanda dos fundos da casa, fumando.
- Oi -parei do lado dele e dei um sorrisinho.
- Oi -olhou pra mim e riu.
- Acho que Jack foi dormir e Lily está no banho.
- Ok -terminou o cigarro e sentou, depois me puxou para perto segurando minhas mãos.- Esse lugar é perfeito -olhou ao redor.
- É verdade -sentei do lado dele e encostei minha cabeça em seu ombro.
Ele me deu um beijo.
- Vai ser ótimo ter um pouco de paz. Quer dizer, não tem ninguém morando aqui por perto, isso é o fim do mundo -riu.
Sorri e entrelacei os dedos das nossas mãos. Estava começando a ficar frio, então logo entramos.
Assistimos um pouco de TV e depois fomos dormir.
Na manhã seguinte, acordei e me virei para o lado. John ainda estava dormindo, com o edredom cobrindo apenas da cintura para baixo, vestindo apenas uma cueca box preta, com o cabelo bagunçado.
Me abracei à ele e ele começou a abrir os olhos, me olhando e depois sorrindo.
- Bom dia -falou com a voz rouca.
- Bom dia -dei um beijo nele- A gente precisa ir comprar alguma coisa pro café da manhã.
- Não posso dormir mais um pouco? -fez uma careta.
- Não -ri- O seu "mais um pouco" são "mais algumas horas".
- Não é verdade -bocejou.
- É sim -ri.
- Ok, é verdade -sentou na cama e me deu mais um beijo, que continuou depois de ficar por cima de mim.
- Para de fazer isso comigo -choraminguei.
- Fazer o que? -me deu alguns beijos no pescoço.
- Você vai me fazer querer mais do que apenas voltar a dormir e a gente não pode!
- Por que não? -desceu a mão pela minha perna.
- Ok, eu te odeio -dei um beijo nele e depois o encarei fazendo cara feia.
- Não, não odeia -sorriu.
- Não, não odeio -ri.
Ele tirou uma mecha de cabelo da minha testa e deu um sorrisinho.
- Eu te amo, sabia? Pra caralho.
- Eu também te amo pra caralho -ri e brinquei com o seu cabelo.
Ele me deu um último beijo e finalmente fomos para um mercado comprar algo para o café da manhã.
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Mais uma vez não achei necessário criar um nome pra personagem. Mas, ok.
xoxo

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